terça-feira, 30 de novembro de 2010

Marketing de Morte

Olá você, tudo bem?


Estou estudando Marketing por conta própria há algum tempo e, nesse tempo, aprendi algumas estratégias e a reconhecer idéias geniais.


Dentre essas idéias, a que mais me chamou atenção foi de uma funerária Itatibense.


A funerária, há muitos anos, espalhou umas plaquinhas pela cidade com fotos e descrição de quem morreu. A grande 'sacada' dessa funerária foi perceber que, em cidades do interior como Itatiba, todo mundo conhece todo mundo!


Então o que acontece quando alguém morre?


Todo mundo para para olhar pra plaquinha. E lógico, na plaquinha tem uma pequena propaganda da Funerária. GENIAL!


E depois há sempre aquele tipo de conversa:


- Você viu que o José da padaria morreu?
- Juuura? Morreu do que?
- Ah, eu não sei direito. Mas parece que foi das tripas..
- É, pobrema de estrombo sempre complica. Lembra da Maria quitandeira? Ela morreu das tripa também.
- Ah, é mesmo? Achei que fosse de desgosto.


CONCLUSÃO:


Brasileiro adora uma desgraça! Dá para perceber isso pela audiência da Rede Record (onde há uma grande torcida para que pessoas ainda continuem jogando seus filhos pela janela) e pelos itatibenses que param pra ler sobre a morte dos outros. Estudar pra que, né?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Que É Escrever?

Olá você, tudo bem?

Deixe-me perguntar algo:
O que é escrever?
E se eu perguntasse “o que você sente ao ler?”.
As respostas seriam diferentes?

Desde pequeno, após ler o primeiro livro da minha vida, eu quis escrever ficção. Mas por quê? Qual seria a finalidade de escrever, de inventar, de imaginar situações totalmente fantásticas e colocá-las no papel?

Para responder a essas questões, eu só precisei pensar em como me sinto ao ler um livro. A leitura me faz maravilhas. Eu aprendo muito. Não apenas sobre coisas e lugares, mas sobre o comportamento humano. Faz com que eu tente entender os pensamentos de outras pessoas. Se todas as pessoas sentissem isso, essa empatia, o mundo seria um lugar melhor, com toda a certeza.

Além disso, os livros fazem com que eu fuja da realidade de uma vida comum para uma vida que eu gostaria de viver. As pessoas têm vontade de viver, de realizar, de passar por experiências diferentes. Eu faço isso com os livros, e me sinto feliz assim.

Infelizmente, ainda escuto muita gente dizendo que não tem tempo de ler nada ou que ficam muito cansadas no final do dia para ler alguma coisa. Pra mim, não existe descanso melhor do que o momento em que sento na minha cama à luz de um abajur e abro um livro. Todo o estresse e os pensamentos do dia somem e em poucos segundos estou na Europa, investigando um caso de assassinato ou na Ásia, procurando por ervas raras. Viajo por fábulas italianas e mundos além mar. Choro, rio, suo, amo, sinto medo. Vivo!

Com pensamentos assim, é extremamente simples imaginar o motivo pelo qual eu quero escrever. Se um dia alguém sentir o mesmo prazer ao ler um livro meu, acreditarei que um dos objetivos da minha vida foi cumprido.
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