terça-feira, 19 de abril de 2011

HUMANIDADE

7 de abril de 2011 – Realengo – RJ

Perplexidade. Tristeza. Introspecção. Empatia. Parecem apenas palavras soltas, mas a expressam um sentimento novo, diferente. Novo pelo acontecido, sem precedentes. ‘Novo’ pela simples falta de experiência.
Daqui de longe é fácil esquecer o que acontece em outro continente. É fácil ser indiferente. Indiferente ao que acontece lá fora. Se não afetar o dia-a-dia, tudo está normal. É comum ouvirmos “ainda bem que aqui não tem...”.

Mas não tem o que? Terremotos, assassinos em série, tsumanis, vulcões?

Seja lá o que for! Se aqui não tem, não temos problemas.

Fico frustrado com o mundo, com as pessoas cada dia mais egoístas. Frustrado ao ouvir “um crime sem precedentes no Brasil” e blá blá blá. Esquecemos que somos todos iguais. O que acontece lá fora, acontece também com o mundo todo! Um ser humano (ou monstro, como preferirem – como eu mesmo prefiro) simplesmente perde a “linha”.

Isso é novo?

Não!!!!

Estamos saturados de exemplos: Columbine (13 mortos e 21 feridos), Massacre no Instituto Politécnico da Virgínia (32 mortos). Não há nada de novo nisso.
O que há de novo é ver que isso se aproxima. Que fala nossa língua. Que entendemos o sofrimento da família das vítimas, não apenas por imagens, mas por palavras. O que há de novo é que isso nos afeta, quase que diretamente. Ouvir uma criança de 13 anos contar como o ‘bandido’ atirou na cabeça de uma amiga é impressionante demais, até para os mais céticos. Nosso dia-a-dia não mudou. Pelo menos não o meu, nem, talvez, o seu. Mas algo diferente nos atingiu.
Espero que sirva de lição. Ou mudamos isso, todos juntos, ou situações piores virão. Está na hora de mudarmos a maneira de tratar uns aos outros. Não podemos mais viver distante daquilo que nos qualifica como seres-humanos. Não podemos mais esquecer da nossa

HUMANIDADE.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Vida corrida

Olá vocês, tudo bem?


Já sentiram que a vida anda muito corrida? Que nesse mundo cão, ter tempo de descansar é algo raro?
Que hoje em dia, a riqueza de tempo é mais importante que a riqueza financeira (pelo menos ao meu ver)?
Achei nos meus arquivos uma música que retrata bem demais a sociedade de hoje. Na verdade, trata-se de um poema de Vinicius de Maraes, musicalizado na Arca de Noé, o primeiro DISCO que ouvi na vida.
Na minha época de criança, ouviamos coisas assim. Hoje em dia, as crianças escutam a música da Elefanta Bila-Bilu! Não é à toa que a sociedade anda tão alienada!



O Relógio
Arca De Noé
Composição: Paulo Soledade & Vinicius de Moraes
Passa tempo, tic-tac 
Tic-tac, passa hora 
Chega logo, tic-tac 
Tic-tac, vai-te embora 
Passa, tempo 
Bem depressa 
Não atrasa 
Não demora 
Que já estou 
Muito cansado 
E já perdi toda alegria 
De fazer meu tic-tac 
Dia e noite 
Noite e dia 
Tic-tac 
Tic-tac 
Dia e noite 
Noite e dia


E para quem que não conhece a música, vai o vídeo abaixo.


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