segunda-feira, 2 de maio de 2016

Daquele jeito

Minha memória está "daquele" jeito:

Saí da sala do escritório para buscar café na copa. Esqueci a caneca.
Voltei pra sala, coloquei a blusa e estava saindo sem a caneca.
Voltei, deixei a blusa, peguei a caneca e fui em direção ao banheiro, SEM ter vontade de usa-lo.
Saí do banheiro, peguei café, deixei na mesa da copa e fui comentar um bobeira com Cayrê, voltei pra sala, coloquei a blusa e sentei. Sem a caneca.

domingo, 25 de outubro de 2015

Educação serve pra tudo. Até pro trânsito.

Olá vocês!

Há algum tempo venho pensando - e me indignando - a respeito da educação no trânsito, seja em grandes ou pequenas cidades. E cada dia mais me convenço de que a educação no trânsito reflete a real educação das pessoas.

"Ó, grande coisa! Você é mais óbvio que piada brasileira, seu magrelo metido".

Eu sei, dá nada.

Continuando: cada dia também me convenço que não adianta bosta alguma as campanhas de educação no trânsito. Nunca vi alguém dizendo:

- Pô, hoje não vou dirigir porque vi um anúncio e descobri que se estiver bêbado, posso matar alguém.

Ou algo como:

- Beber e dirigir é perigoso, sei que eu não fico 100% alerta quando bebo umas..

Não quero entrar no assunto da bebida em si, mas da consequência disso: a maioria da população pensa apenas nas consequências pessoais (multa, apreensão do carro etc). Hoje, andei por uns 15 minutos na Marginal Pinheiros em São Paul e vi, pelo menos, 6 ou 7 carros andando muito - mas MUITO MESMO - acima da velocidade regulamentada. 2 deles quase bateram, sendo 1 em mim.

E acredito que isso está muito relacionado àquela velha cultura nacional do 'espertinho'. Não basta ser justo, ou fazer o certo, o que importa é ter vantagem. Sobre alguém, sobre qualquer um. O que, no final das contas, nada mais é que falta de educação.

Não aquela falta de educação de ser estúpido, ou xingar. Aquele de não ser educado mesmo. É nesse ponto que entra a educação no geral, o ato de educar e, consequentemente, ser educado. Não a escolar (que, particularmente, acho estar falida há anos no Brasil), mas a educação do indivíduo, do desenvolvimento físico, moral e intelectual.

O que será que passa na cabeça das pessoas que fazem isso? Eu não consigo entender, de verdade. Qual a vantagem em andar rápido e frear nos radares apenas? Chegar rápido? Só? Será mesmo que essa é a única razão para que sejam tomadas atitudes tão rasas?

Na semana passada - ou retrasada - presenciei uma cena que me deixou boquiaberto. Imagine a cena: a mãe sentada no chão, o filho também sentado no chão, um tanto longe. Filho começa a fazer 'mãnha' e chama pela mãe. A mãe diz: filho, quando quiser ficar com a mamãe, estou bem aqui.

Caraaaaaaalho! O garoto parou de choramingar, continuou brincando e, na minha cabeça, entendeu um universo complexo de possibilidades do que fazer e as consequências do que ele queria/poderia fazer. Percebe? Tá, eu viajei no que o garoto deve ter imaginado, mas foi a primeira vez que entendi, de forma concreta, o ato de educar alguém. Não que meus pais não tenham 1 bilhão de outros exemplos, mas foi a primeira vez que vi o ato de educar, não de ser educado.

Não adianta campanha em cima de campanha para um trânsito melhor. Ela só vai atingir quem tem abertura para ainda ser educado.

Oscar Wilde tem uma frase bem legal. Ele diz "não sou jovem suficiente para saber de tudo".

Faz pensar, né?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

E eu senti o samba

E foi dentro de uma universidade considerada 'elitista' que eu senti o samba.

Festa Junina na FAU-USP, bem maior que esperava. bebi pouco e não comi nada. Naquele ânimo de sono, depois de trabalhar um dia todo, me vi ao lado de uma barraquinha gringa: o Shot do Gringo. Oferecia shots de uma pinga delícia, de graça, em agradecimento à USP e FAU. Fiquei pensando que gringos são diferentes de brasileiros. Como será ser um gringo? Como será ver a NOSSA cultura com o olhar deles?

Andando e pensando nisso, me vi DENTRO de uma roda de samba. E foi aí que senti alguma coisa diferente. Definitivamente diferente. Vi gente dançando e cantando com brilho nos olhos. A maioria dançando solto, entregue. Vi homens, mulheres, negros, loiros, gringos e brasileiros, compartilhando alegria. Como uma amiga disse, "samba toca no coração". É verdade. Pela primeira vez senti o samba, senti um som natural, que significava algo muito além do que as letras podiam dizer. Mais do que batuque, ritmo. Um pulsar, como se a música e as pessoas fizessem parte de algo muito maior, que crescia e transbordava.

Apesar dos pesares, dos problemas, a cultura brasileira é tão rica quanto qualquer outra. E, talvez, quando você treina o olhar pra dentro, as brasilidades fiquem ainda mais ricas.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Terceira Vez


Desta terceira vez se faz mais simples. E mais apaixonado. Como diz Mário Quintana em O Eterno Espanto: 'Que haverá com a lua que sempre que a gente a olha é com o súbito espanto da primeira vez?'.

Espanto como o susto de surpresa boa, de encontrar chocolate dentro da bolsa. Acelera o coração e deixa a cabeça leve, igual viagem, onde tudo é uma descoberta.

Descobri o caminho/carinho de mãos dadas e companhia cheia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A sopa e a barba.

- Por que você não deixa sua barba mais curtinha?


Nem todas as pessoas se incomodam com o 'problema' de se ter a barba suja de sopa. É uma escolha. Um caminho.

Passamos por dezenas de escolhas durante o dia: o que comer, o que fazer, como agir. Algumas outras escolhas são mais profundas, mas igualmente passageiras: onde vamos morar, qual profissão escolhemos etc.

Todas essas decisões, fáceis ou difíceis, causam pequenas consequências, que mal percebemos durante a vida: a 'gordura X conveniência' de um fastfood, o trânsito para chegar ao trabalho, o stress de uma profissão, a personalidade de um companheiro. De qualquer forma, só conseguimos decidir que caminho tomar a partir de nossos sentimentos.

O 'sentir' é tão pessoal que a descrição de qualquer sentimento apenas resvala no imaginar do que é a verdade. Nunca entenderemos o incômodo da doença do vizinho se não sentirmos na pele a própria doença. E mesmo assim, ele será diferente.

Julgar sem entender é um erro, mas será que, mesmo entendendo, é possível ser imparcial? Eu duvido. Afinal, só eu consigo sentir, da minha maneira, o gosto da sopa.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Eu eu minha falta de educação...

Olá vocês, tudo bem?

Atendente de loja (1), perguntando pra outra atendente da loja (2):
"Eu trabalhei 3 finais de semana nesse mês. Se eu trabalhar no próximo domingo...serão 4?"
A Atentende (2) responde:
"Sim".

Pois é. Eu ri da cara dela. Que falta de educação, não?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sonho: A Nova Escola


Todas as pessoas que já leram o meu blog (umas 4 ou 5) já sabem que escrevo mais para mim do que para outras pessoas. Ele não é apenas um blog de humor, mas de idéias, de pensamentos e, principalmente, de sonhos.

Neil Gaiman (GAIMAN, 2010) diz que “raramente você consegue trazer um sonho de volta como conto. Mesmo assim, existem coisas que podemos trazer de volta dos sonhos: atmosfera, momentos, pessoas, um tema”.
Alguns de meus sonhos são assim: Puras sensações e momentos. É como se eu os realmente tivesse vivido. Meus sonhos são extremamente reais, a ponto de acordar com a sensação da aspereza de um volante, de um cheiro, um gosto.
“Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar” (Neil Gaiman, 2010).

Meus sonhos são assim:


Era fim de tarde, exatamente naquele momento em que não sabemos se acendemos ou não os faróis do carro. O pôr do sol era totalmente visível, e incrível, daquela posição. Eu estava sentado em um banco de madeira, simples, na varanda. A minha frente um gramado com tons azulados, devidos aos últimos raios de sol. A estranha sensação de estar em um lugar a qual não pertencia. Só então me dou conta do pequeno lago no canto esquerdo do gramado. O lago é bastante raso. Acho que não passa de 40cm de profundidade. Nele, carpas coloridas (típicas daqueles restaurantes asiáticos de São Paulo) nadam tranquilamente entre as raízes e troncos das árvores que surgem do fundo desse lago. Nossa! Que árvores! Gigantes, lindas. Folhas imensas, cipós, musgo. Luzes piscam entre as folhas e troncos. Seriam vagalumes?
“Mais provável que sejam pequenas fadas”  - penso comigo mesmo. O mais estranho é que faz todo o sentido.
Ouço um farfalhar atrás de mim e me viro assustado. São apenas algumas pessoas, homens e mulheres andando. Vindo da praia em direção à varanda da casa à qual eu estava sentado. O farfalhar vem de suas roupas – “vestes de seda” – totalmente brancas, como mantos, sem mangas aparentes que desciam até seus pés. Meu desconforto aumenta. Estava vestido apenas de jeans e camiseta (e estranhamente descalço).
Uma jovem de pele claríssima e cabelos negros como a escuridão, mal saída da adolescência se aproxima de mim e diz:
- Venha conosco. Você está sendo esperando.
Assim, mais próxima, percebo seus olhos. Olhos que viveram muitas vidas, serenos, porém cansados e resignados. Curioso, acompanho os passos dessas pessoas até uma sala. Não era bem uma sala, parecia mais um auditório pequeno, para algumas apresentações mais íntimas.
Na parede, sob a luz de um projetor, estava escrito “Bem vindos, Anjos”.
Penso, me divertindo, que é irônico anjos usarem tecnologias ‘terrenas’ para seus seminários.
Ao ver os novos ‘anjos’ sentarem em cadeiras forradas com couro sintético marrom, com pranchetas, prontos para anotações foi inevitável não reconhecer:
“Com toda a certeza do mundo. Eu não pertenço a este lugar”.

Referências:
GAIMAN, Neil. Coisas Frágeis 2. Conrad Editora. São Paulo, 2010.

terça-feira, 19 de abril de 2011

HUMANIDADE

7 de abril de 2011 – Realengo – RJ

Perplexidade. Tristeza. Introspecção. Empatia. Parecem apenas palavras soltas, mas a expressam um sentimento novo, diferente. Novo pelo acontecido, sem precedentes. ‘Novo’ pela simples falta de experiência.
Daqui de longe é fácil esquecer o que acontece em outro continente. É fácil ser indiferente. Indiferente ao que acontece lá fora. Se não afetar o dia-a-dia, tudo está normal. É comum ouvirmos “ainda bem que aqui não tem...”.

Mas não tem o que? Terremotos, assassinos em série, tsumanis, vulcões?

Seja lá o que for! Se aqui não tem, não temos problemas.

Fico frustrado com o mundo, com as pessoas cada dia mais egoístas. Frustrado ao ouvir “um crime sem precedentes no Brasil” e blá blá blá. Esquecemos que somos todos iguais. O que acontece lá fora, acontece também com o mundo todo! Um ser humano (ou monstro, como preferirem – como eu mesmo prefiro) simplesmente perde a “linha”.

Isso é novo?

Não!!!!

Estamos saturados de exemplos: Columbine (13 mortos e 21 feridos), Massacre no Instituto Politécnico da Virgínia (32 mortos). Não há nada de novo nisso.
O que há de novo é ver que isso se aproxima. Que fala nossa língua. Que entendemos o sofrimento da família das vítimas, não apenas por imagens, mas por palavras. O que há de novo é que isso nos afeta, quase que diretamente. Ouvir uma criança de 13 anos contar como o ‘bandido’ atirou na cabeça de uma amiga é impressionante demais, até para os mais céticos. Nosso dia-a-dia não mudou. Pelo menos não o meu, nem, talvez, o seu. Mas algo diferente nos atingiu.
Espero que sirva de lição. Ou mudamos isso, todos juntos, ou situações piores virão. Está na hora de mudarmos a maneira de tratar uns aos outros. Não podemos mais viver distante daquilo que nos qualifica como seres-humanos. Não podemos mais esquecer da nossa

HUMANIDADE.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Vida corrida

Olá vocês, tudo bem?


Já sentiram que a vida anda muito corrida? Que nesse mundo cão, ter tempo de descansar é algo raro?
Que hoje em dia, a riqueza de tempo é mais importante que a riqueza financeira (pelo menos ao meu ver)?
Achei nos meus arquivos uma música que retrata bem demais a sociedade de hoje. Na verdade, trata-se de um poema de Vinicius de Maraes, musicalizado na Arca de Noé, o primeiro DISCO que ouvi na vida.
Na minha época de criança, ouviamos coisas assim. Hoje em dia, as crianças escutam a música da Elefanta Bila-Bilu! Não é à toa que a sociedade anda tão alienada!



O Relógio
Arca De Noé
Composição: Paulo Soledade & Vinicius de Moraes
Passa tempo, tic-tac 
Tic-tac, passa hora 
Chega logo, tic-tac 
Tic-tac, vai-te embora 
Passa, tempo 
Bem depressa 
Não atrasa 
Não demora 
Que já estou 
Muito cansado 
E já perdi toda alegria 
De fazer meu tic-tac 
Dia e noite 
Noite e dia 
Tic-tac 
Tic-tac 
Dia e noite 
Noite e dia


E para quem que não conhece a música, vai o vídeo abaixo.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Maldito Professor

Olá você, tudo bem?

Acredito que alguns de vocês, em algum momento da vida, pensaram: Professor(a) FDP!!!
Acho que isso não é nada raro, né?

Sou completamente a favor de que a vida de professor não é fácil e, muito menos, justa!!! Ganham mal pra aguentar malcriação em um sistema de ensino que não funciona...

...MAS! Existe sempre um(a) professor(a) que quer ferrar com nossa vida! Esse desalmado, esse cretino, esse safado, sádico e são-paulino (nada contra os safados e sádicos, ok?), faz com que qualquer adolescente fique queimando de ódio mortal (adolescente adora odiar mortalmente!).

Aconteceu comigo. 3º ano do colégio. Velho maluco, amargurado, pançudo e são-paulino (entendo que alguns pançudos assim o são por problemas hormonais, ok? Nada contra obesos!). Fazia de tudo pra me ferrar. Era perseguição, juro!

Imaginem a seguinte cena:
Uma quarta-feira qualquer. Aula de história. Entra um velho caquético que fez das minhas quartas-feiras um inferno na Terra. Além de ser obrigado a acordar cedo, eu tinha que olhar pra cara daquele velho maldito! O nome dele? Ah, nunca me esqueci. PROFESSOR SILVIO!
Continuemos!

O sacana diz em voz alta:

- Vocês terão que fazer um trabalho valendo 50% da nota do bimestre. Mas será algo simples. Um resumo de no máximo 2 páginas digitadas, falando sobre a 2ª Guerra Mundial.

Nesse momento fiquei super feliz! Adoro as histórias da 2ª Guerra e era viciado em documentários sobre o tema que passavam no The History Channel. Mas minha felicidade acabou rapidinho quando o Prof. Silvio continuou explicando o trabalho.

- MAS, esse trabalho é pra toda a sala, MENOS para o Bruno e para o Roberto! Vocês dois, como são os que mais conversam, vão escrever MANUALMENTE, no mínimo 40 páginas sobre toda a história da 2ª Guerra Mundial! O trabalho da classe é para abril. O dos dois aí (e apontou pra mim e pro Roberto), é pra quarta que vem!


Preciso dizer que fiquei revoltado? Porém, naquele momento, estava tão alucinado que nem reagi, ao contrário de meu amigo que esbravejava e mandava o professor pr'aquele lugar quentinho e escuro que, infelizmente, não era minha cama em meu quarto!

Chegando em casa, um tanto mais calmo, resolvi me vingar! Ao contrário do sábio que disse "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena", minha vingança seria totalmente arrassadora. Ia fazer com que o velho ficasse totalmente surpreendido e ainda mais amargurado.

E qual a melhor maneira de se vingar de um professor que acha que você é um macaco ignorante?

Resposta: Mostrar que você é exatamente o contrário!

Estudei tanto, mas tanto. Li toneladas de arquivos e textos, juntei todos os meus documentários e escrevi. Escrevi como um retardado. Freneticamente. Eu era o Forrest Gump das Esferográficas. Gastei tanta tinha que pensei em me tornar Endorsee da Bic! Escrevi com raiva, porém, com muita dedicação! Mal dormi durante as tardes, após as aulas (sono sagrado de qualquer adolescente normal). Fiz um trabalho sobre a 2ª Guerra Mundial de mais de 60 páginas escritas! Perfeito. Tinha até índice, Resumo e Abstract. Bibliografia, citações etc. Nunca me senti tão feliz quanto no dia que entreguei o trabalho pro velho maluco.

Nada no mundo paga a cara de espanto, o balbucio "não pode ser... você não...não pode..mas..mas você... escreveu tudo isso?" (grande sorte ele ter pedido o trabalho por escrito, pois era provável que ele alegasse que outra pessoa tinha feito o trabalho por mim), a incredulidade!! Foi magnífico. E o melhor: À partir desse dia, ele nunca mais me torrou as paciências e me tratava melhor que o resto da turma.

Conclusão 1:
O professor FDP só deixa de ser FDP quando percebe que está errado!

Conclusão 2:
A vingança é plena quando faz com que VOCÊ cresça e aprenda alguma coisa.

Abaixo, um vídeo de um dos melhores professores de todos os tempos! Assistam e reflitam. Quem sabe alguns de vocês descubram que esses professores FDP tem algum motivo para ser assim. Descubram o que vocês fazem para ser maltratados e, mudando algumas atitudes pequenas, esses tiranos deixem de ser um PRE-RI-GO.










quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Invenção do Livro

Para quem não tem o costume de ler um bom livro regularmente, aqui vai um breve tutorial para iniciar uma grande carreira nesse mundo literário.


Ps.: Aproveitem bem as dicas e sigam todas as instruções corretamente. Pronto. Não há mais desculpas para não ler!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Planeta Inteligente

Olá vocês, tudo bem?

Aqui está tudo... potável.

Vou falar hoje sobre o Mundo Inteligente.

Perceberam como as pessoas estão inteligentes hoje em dia? Vejam o vídeo abaixo (que me foi enviado pelo meu amigo Guga) e tirem suas próprias conclusões!


Impressionante, não?

Como é que pode chegar a um nível desses? Além disso, o ser humano está fadado a fazer cagada quando não segue, precisamente, todas as instruções. Esses dias mesmo estava andando por um shopping de Campinas quando resolvi usar o banheiro para me aliviar.
De acordo com a Lógica dos Mictórios (http://migre.me/3PYNN), macho de verdade não usa as cabines dos banheiros. Portanto foi numa dessas cabines mesmo que eu entrei para fazer meu límpido xixi. Logo que entrei, me surpreendi com uma plaquinha de aviso, que dizia:




Meu, ainda bem que me avisaram, né? Afinal, a primeira coisa que eu faço quando entro no banheiro é beber água da privada!!!!

Poxa, tá certo que o mundo é Burro, mas não conheço ninguém, em sã consciência, com mais de 18 meses, que bebe água de privada (pelo menos não das privadas públicas).
E isso não acontece somente no banheiro. No saquinho de amendoim aparece um "Atenção - Contém amendoim!". No sabonete: "Uso externo". E naquele "todinho" do chocolate Alpino, sabe o que está escrito no verso? "Não contém chocolate Alpino"!!!!!!!!!

Poxa, essa sociedade acha que somos tão burros assim? Daqui a pouco vem um aviso numa tesoura do tipo "Serve para cortar. Não enfie no olho" ou "Ministério da Saúde adverte: Brincar com tesoura pelado não dá nada certo! Experiência própria. Assinado: Ariadna".







Conclusão:
Com alguns exemplos que vejo por aí, não duvido nada que eles estejam certos....

sábado, 5 de fevereiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIA

Olá vocês, tudo bem?


Meu cunhado, chamado Nelson, indicou um vídeo impressionante sobre até onde a tecnologia pode chegar.
Com esse vídeo, tenho certeza que milhares e milhares de pessoas se tornarão mais espertas, interessantes e inteligentes!


Sinceramente? Esse novo produto revolucionário pode MUDAR O MUNDO.


Espero a opinião de vocês após assistirem o vídeo.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LIQUIDAÇÃO DE AMOR PRÓPRIO!

Liquidação de Amor Próprio!

Olá Vocês, tudo bem?

Duvido que tenha alguém no universo que não tenha ouvido
“LIQUIDAÇÃÃÃÃÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!”
 “ATÉ 70% DE DESCONTO!!!!”
“COMPRE AGORAAAAA”

Pô! Que tá acontecendo com o mundo? Jesus Cristo!

Parece que TUDO tem que ser comprado o mais rápido possível.




O Magazine Luiza abriu às 6 da madrugada e na reportagem da TV sobre as promoções, vi gente que estava na fila desde às 23h do dia anterior.


E sabe o legal? Eu fui lá!

A maioria das pessoas da loja eram de baixa renda. Na era do “iQuero”, esses são os que menos “iPodem”. Um monte de gente, pegando objetos como macacos, desesperados, trombando umas nas outras. Crianças correndo entre os móveis e adultos (pelo menos alguns deles) correndo atrás. Um paredão de contingência em frente à sessão de chapinhas de cabelo. Um verdadeiro inferno na Terra. Aliás, na loja.



Concordo que existem muitos descontos excelentes na loja, mas sinto que estou sendo forçado por uma massa burra e totalmente inconsciente a sofrer uma lavagem cerebral! Como se eu fosse obrigado a comprar uma panela de pressão e um ferro de passar roupas. 

“Quer pagar quanto? Você não precisa dar entrada. Você não precisa ter dinheiro, muito menos crédito. Gaste tudo, TUDO!! Pra que economizar ou comprar comida para seus filhos? Você não pode viver sem a ultra mega blaster colher de pau de jacarandá fácil de limpar!!! Aceitamos até sua mãe de entrada, seu amor próprio, sua ALMA!”

Quando vejo a propaganda de alguma loja falando em liquidação eu só consigo ouvir isso! É isso que parece. Ainda bem que, muitas vezes, consigo discernir algumas coisas. Claro, com total supervisão de algumas pessoas mais inteligentes que eu.

Conclusão:
A TV faz com que o povo fique burro. Cada dia mais...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Marketing de Morte

Olá você, tudo bem?


Estou estudando Marketing por conta própria há algum tempo e, nesse tempo, aprendi algumas estratégias e a reconhecer idéias geniais.


Dentre essas idéias, a que mais me chamou atenção foi de uma funerária Itatibense.


A funerária, há muitos anos, espalhou umas plaquinhas pela cidade com fotos e descrição de quem morreu. A grande 'sacada' dessa funerária foi perceber que, em cidades do interior como Itatiba, todo mundo conhece todo mundo!


Então o que acontece quando alguém morre?


Todo mundo para para olhar pra plaquinha. E lógico, na plaquinha tem uma pequena propaganda da Funerária. GENIAL!


E depois há sempre aquele tipo de conversa:


- Você viu que o José da padaria morreu?
- Juuura? Morreu do que?
- Ah, eu não sei direito. Mas parece que foi das tripas..
- É, pobrema de estrombo sempre complica. Lembra da Maria quitandeira? Ela morreu das tripa também.
- Ah, é mesmo? Achei que fosse de desgosto.


CONCLUSÃO:


Brasileiro adora uma desgraça! Dá para perceber isso pela audiência da Rede Record (onde há uma grande torcida para que pessoas ainda continuem jogando seus filhos pela janela) e pelos itatibenses que param pra ler sobre a morte dos outros. Estudar pra que, né?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Que É Escrever?

Olá você, tudo bem?

Deixe-me perguntar algo:
O que é escrever?
E se eu perguntasse “o que você sente ao ler?”.
As respostas seriam diferentes?

Desde pequeno, após ler o primeiro livro da minha vida, eu quis escrever ficção. Mas por quê? Qual seria a finalidade de escrever, de inventar, de imaginar situações totalmente fantásticas e colocá-las no papel?

Para responder a essas questões, eu só precisei pensar em como me sinto ao ler um livro. A leitura me faz maravilhas. Eu aprendo muito. Não apenas sobre coisas e lugares, mas sobre o comportamento humano. Faz com que eu tente entender os pensamentos de outras pessoas. Se todas as pessoas sentissem isso, essa empatia, o mundo seria um lugar melhor, com toda a certeza.

Além disso, os livros fazem com que eu fuja da realidade de uma vida comum para uma vida que eu gostaria de viver. As pessoas têm vontade de viver, de realizar, de passar por experiências diferentes. Eu faço isso com os livros, e me sinto feliz assim.

Infelizmente, ainda escuto muita gente dizendo que não tem tempo de ler nada ou que ficam muito cansadas no final do dia para ler alguma coisa. Pra mim, não existe descanso melhor do que o momento em que sento na minha cama à luz de um abajur e abro um livro. Todo o estresse e os pensamentos do dia somem e em poucos segundos estou na Europa, investigando um caso de assassinato ou na Ásia, procurando por ervas raras. Viajo por fábulas italianas e mundos além mar. Choro, rio, suo, amo, sinto medo. Vivo!

Com pensamentos assim, é extremamente simples imaginar o motivo pelo qual eu quero escrever. Se um dia alguém sentir o mesmo prazer ao ler um livro meu, acreditarei que um dos objetivos da minha vida foi cumprido.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CAUSOS DE UMA VIDA INÚTIL – PARTE 2 – AHN?! COMO?

Olá você? Tudo bem?

Esse texto vai para os baladeiros de plantão!
Vocês já conheceram na balada alguém que tinha um nome horrendo?

Pois eu já! Há alguns anos atrás, eu sempre ganhava “VIP” pra ir numa balada aqui na minha cidade. Então, por falta do que ter o que fazer, eu sempre aparecia por lá.

Na primeira vez que fui, vi uma garota lá no canto e achava ela super bonitinha (Como qualquer homem de 18 anos, bastava uma garota não ter espinhas e não ser gordinha que beleza, já era ‘pegável’!).

Nos outros dias eu sempre a via, mas como bolha* que sou (e sempre serei), eu nunca ia falar com ela.

* Bolha: homem que não tem coragem de se aproximar de uma mulher. E quando se aproxima, sempre fala algo errado...isso quando fala!

Depois de uns 3 meses vendo a tal garota todo final de semana, finalmente tomei coragem. No final da balada, quando só os gatos pingados estavam zanzando, eu estava sentado num banco vi a tal garota passar na minha frente!

Então imaginem a seguinte cena:

Eu sentado e me esticando para tocar na mão dela. Ela me olha e abre um sorriso encorajador. Eu me levanto, ainda a segurando pela mão, olhando dentro dos olhos escuros  e brilhantes dela. Chego com minha boca perto da orelha dela e berro:

- QUAL É TEU NOME?

Quem disse que ela me ouviu? Estávamos parados em baixo de uma caixa de som que estava tocando uma música ensurdecedora.
Faço gestos apontando para a caixa de som e para meu ouvido, indicando que não conseguiria escutar nada do que ela dissesse e vivce-versa. Ela abre outro sorriso contagiante e começa a me puxar pela mão para um canto mais tranqüilo da balada. E eu pensando:

“Vou me dar bem!!! De hoje não passa!!”.

Eu pensava isso porque meu apelido era CHURRASQUEIRO, ou seja, ajeitava a carne pros outros comerem. Nunca havia pegado ninguém na balada!
Quando chegamos num canto bastante tranqüilo eu voltei a repetir a pergunta:

- QUAL É TEU NOME?
- Mebéia...
- Ahn?! Como?
(certeza que eu tinha entendido errado).
- MEBÉIA. – ela repetiu.
- ahh.... você não tem apelido? -
Eu juro que não tinha a intenção de dizer isso, mas foi inevitável.

Ela fez uma cara horrível, com uma fúria que poucas vezes eu vi num ser humano.


- SEU CRETINO!!!!
Dizendo isso, virou as costas e saiu sacolejando, toda brava, de cima dos saltos de seu sapato de oncinha.

Muita gente imagina que eu, ao ouvir isso, tenha ficado triste e me sentindo culpado. Mas não! Eu fiquei feliz. Aliás, eu ri MUITO.


CONCLUSÕES:

1. Mesmo os bolhas tem chance com as mulheres. Portanto, tomem coragem meus amigos! Ataquem!!!! Não desanimem! Muitas vezes falaremos (ou faremos) algo totalmente desesperador que resultará com a fuga do "alvo". Mas qualquer hora, dá certo e a esperança é a última que morre (morre até depois dos seus amigos, que morrerão de vergonha das besteiras que você vai fazer!).

2. Nesse dia eu percebi que beijar alguém na balada era realmente algo meio inútil, que não acrescentaria nada na minha vida, que eu não precisava daquilo. Tenho certeza que ganhei muito mais rindo da merda que falei do que das lembranças de uma garota qualquer, que eu nunca mais veria. Ou seja: Veja sempre o lado bom da sua bolhice.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CAUSOS DE UMA VIDA INÚTIL – parte 1

Olá você, tudo bem?

Deixe-me perguntar: você já andou de ônibus?

Faço a pergunta por que muitas pessoas ODEIAM andar de ônibus. Bem, não é que eu ame viajar nesse tipo de ‘cata-coió’, mas consigo ver várias vantagens em utilizar o transporte coletivo. Além disso, acontece tanta coisa divertida dentro de um ônibus que ninguém imagina. Como sou um usuário diário dessa ferramenta de tortura, já vi de tudo um pouco:



- bêbado fazendo xixi na porta do bus por que o motorista não deixou ele descer pra dar uma ‘mijadinha’;
- um homem contrabandeando um cachorro num saco de batatas;
- vômito coletivo, iniciado por uma mãe que inventou de dar de mamar para o bebê no meio de uma estrada super tortuosa;
- atropelamento de ganso;
- brigas diversas e assaltos;
- acidentes causados por burrice alheia;
Etc etc etc.

Não há como não se divertir!

Antigamente eu odiava andar de busão! Mas mudei de idéia em certo dia, com um acontecimento bem divertido. Imaginem a seguinte cena:

Eu dentro do busão. Sentado ao lado do cobrador. De repente o ônibus para e uma criança de uns 6 anos sobe correndo a escadinha, passa por baixo da catraca e some lá pro fundo. Depois de alguns segundos, com a maior dificuldade do mundo, “aterra” no coletivo uma mulher. Lembram-se daquela mulher que é dona do Tom & Jerry? Que usa meias e chinelos? Então! Era ela!!!! Toda peruada, cheia de colares e brincos, uma meia diferente em cada pé e chinelos rosas com um pompom na ponta. Ela olha pra dentro do ônibus e grita:

- CLÉDSTON WÉÉÉÉÉÉSLEY!!!!!!!!!!!!!!!!!!! PERAÍ MENINO MAL EDUCADO!!!!!

Sabe. É em momentos como este que você perde totalmente o decoro social e cai na gargalhada. Pelamor! Clédston Wésley? Pior é perceber que todo o resto do ônibus está rindo, inclusive o cobrador!

Conclusão:
Nem sempre é bom ser criança. As pessoas descontam sua frustração nas crianças. E se esse ‘mulequinho’ tivesse uma mínima idéia do quanto ele será zuado pelos amiguinhos por causa desse nome tosco, certeza que ele seria muito bonzinho, por que desta forma, a mãe nunca o chamaria pelo nome.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...